terça-feira, 24 de maio de 2011

O que queremos, afinal?

A minha reflexão dessa semana talvez seja a que vai seguir por toda a vida. Não gosto de gente indecisa em tudo. Acredito que precisamos ao menos saber o que comer, o que falar, o que vestir...mas a dúvida move a humanidade ou seria a curiosidade. Talvez esta me mova, mas isso é o próximo post.

O difícil é saber o que se quer, o que não quer e o que querer e se o querer é o certo. Conversa de maluco...vamos deixar para quem entende.

Abaixo alguns fragmentos da canção O Quereres de Caetano Veloso, se não me engano.

...Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és...
...Do que em ti é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente impessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim

2 comentários:

Gabriel Araujo disse...

Ficou legal o blogo do casório.
acertei cinco respostas do quiz rs

Felipe da Matta disse...

Indecisão é uma coisa muito ruim mesmo. Ter que escolher quase sempre gera angústia. Em mim, às vezes, quase queima o cérebro.