segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A teoria do despeito agudo

O ser humano tem a mania de achar que resolver o problema do outro é mais fácil que o de dentro de casa. Com isso, alimentamos uma cultura de "falar mal" impressionante. Tenho pensado muito nisso nos últimos dias devido aos meus preparativos de casamento. Será que fulano vai gostar? Ciclano também...e no final eu acabo não percebendo ou me fazendo a pergunta. Será que eu estou gostando? Tudo isso pelo medo de saírem falando mal, mesmo que o esforço de agradar a todos seja desnecessário sabendo que isso nunca vai acontecer.
Então, depois de pensar bastante sobre o assunto, arrisco uma teoria sobre o porquê das pessoas gostarem tanto de falar mal. Começo eu com esse papo de teorias que, segundo o Felipe (o noivo), deveriam ser reunidas num livro. Vamos a ela.
Essa teoria refere-se àquelas pessoas que falam de tudo e todos. Neste caso, a pessoa sofre de despeito agudo. A pessoa não tem o que falar de bom sobre a própria vida, então ela se nega a ver as coisas boas na vida dos outros e procura apenas os defeitos. Para justificar que o filho, marido, cunhado, namorado...sejam melhores que o do outro, deve procurar em todos os lugares que vai, pessoas com hábitos de vida inferiores, assim, exalta o que os seus têm de melhor, escondendo os próprios defeitos. Mais ou menos isso.
Acredito que falar mal é até um mecanismo de defesa, mas quando direcionado a desafetos que cada um de nós tem, no trabalho, na família, na escola ou faculdade, ou seja, sobre determinada(s) pessoas. Mas quando esse hábito se aplica a todos com quem convive, falo mal da roupa de um, do cabelo do outro, do vocabulário, das toalhas da mesa da festa, da comida...e tantas outras coisa, pra mim isso é despeito agudo.

3 comentários:

Felipe da Matta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe da Matta disse...

Eu, o noivo citado acima, penso que Adão falou mal de Eva e a recíproca foi verdadeira. Também penso que os últimos habitantes da Terra alfinetarão alguém. Portanto, por mais difícil que seja, acho que o importante é vivermos nossas vidas do jeito que queremos. Como a própria Gabriela já me disse, por pior que seja o resultado, pelo menos saberemos que nossa atitude foi uma escolha fundamentada em nossas vontades, e não nas alheias.

Daniela Sampaio disse...

Gabi, se você quiser pesquisar mais sobre essa teoria do despeito agudo, sugiro que faça a leitura de algum livro ou texto que fala sobre a SOMBRA, da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung. Beijos!