quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Primeiro post de 2011 e muita água

Esta é minha primeira postagem de 2011, que na verdade será uma lembrança do início de 2010 e um palpite do que temos por vir. Começo contando a minha experiência do retorno a Angra dos Reis no último fim de semana. A cidade que encontrei era muito diferente da que descrevi aqui depois das tragédias da virada de ano 2009/2010. Ainda bem, pois encontrei a Angra dos Reis de sempre, pelo menos pelo olhar do turista que não teve família afetada pelas chuvas. Sol, calor, protetor solar fator 50, procura por sombra, crianças e muitos sorrisos. Tão diferente do lamento presenciado na tragédia que devastou diferentes áreas do município.
Além da "atmosfera" de bons sentimentos deste ano, encontrei também a luta por uma reconstrução. Como escrevi há pouco, vejo tudo com os olhos de turista e o turista encontrou muitos muros de contenção, outras obras, muitos outdoors com valores de uma Angra que tem recebido investimentos para mudar.
Os prédios construídos próximo às áreas afetadas tentam devolver o que a gente chama de lar, preservando a identidade, pois a vizinhança continua praticamente a mesma. Já o olhar do morador ver um apartamento apertado, que terá que receber móveis planejados e muito, muito caros. Será que vai dar certo? Não sei, mas o que deu pra notar é que os investimentos estadual e federal priorizam certas áreas.
A liberação rápida da verba se deu, quem sabe, pela repercussão do fato, afinal, Angra dos Reis tem 365 ilhas, paraísos naturais e uma arrecadação turística absurda, mas ao mesmo tempo tem o mesmo João que tem em Barra Mansa, em Volta Redonda e em outras cidades que foram atingidas pelas chuvas na mesma época e que ainda não viram a cor do dinheiro que vem dos governos estadual e federal. Em contrapartida, a verba municipal é insuficiente para garantir essas mudanças.
E esta semana, mais uma vez vemos o estado do Rio ser castigado, agora na Região Serrana, outra área bela, com propriedades que pertencem a algumas importantes personalidades. De pronto a presidente Dilma liberou R$780 milhões. Você leitor pode até me questionar sobre a gravidade do problema atual, mas para mim, o que parece é que as pessoas precisam perder a vida para que, principalmente o Governo Federal se mobilize a fazer mudanças. Lembrando que não descarto a responsabilidade da pessoa que constrói em área irregular. E o que percebemos é o anúncio de várias tragédias como essas, que vamos continuar a remediar em vez de prevenir. Vamos ver se os pensamentos mudam para que as ações preventivas nos livrem do fenômeno "2012".

1 comentários:

Felipe da Matta disse...

Esse último acontecimento é só mais uma demonstração de como o Estado prefere ainda tratar o problema em vez de prevenir. Boas percepções!